O que é videoarte? Saiba tudo sobre esta expressão artística

o que é videoarte: menina gravando filme

A arte possui diversos tipos de expressões e formatos que já proporcionaram inúmeras obras grandiosas pelo mundo. Tanto na música, na literatura, na pintura, no cinema ou na dança, o ser humano já utilizou diversas maneiras para expressar seus sentimentos, sua cultura e opiniões na história. Mas por acaso você sabe o que é videoarte?

A videoarte é uma das formas mais utilizadas pelo homem para compartilhar seu conhecimento do mundo e da vida a outras pessoas. Até porque, se utiliza da tecnologia para criar impacto visual, cognitivo e emocional sobre determinada obra.

A seguir, vamos explicar detalhadamente o que é videoarte e os maiores responsáveis pela sua divulgação ao redor do planeta.

O que é videoarte?

Pode ser que alguma vez você já tenha se deparado com uma obra de videoarte, mas nem sabia que ela possuía um nome. Em resumo, é uma obra que se vale do vídeo como ferramenta de suporte para a expressão de um determinado artista, da mesma forma que funciona uma tela para um pintor, por exemplo.

Geralmente, tais obras possuem aspectos experimentais e não narrativos, sendo bastante comum confundir videoarte com cinema experimental. Mas existem algumas características que os diferenciam.

Enquanto que no cinema experimental ainda são utilizados alguns recursos e elementos próprios da sétima arte, como atores, cenários e uma narrativa, na videoarte o objetivo é transmitir uma ideia ou até mesmo uma sensação por meio de elementos mais abstratos e significados subjetivos.

O movimento da videoarte teve início após a popularização das tecnologias de gravação em vídeo, no final dos anos 1960, ainda no formato analógico, com grande influência da televisão e das artes plásticas. Até aquele momento, as únicas câmeras disponíveis no mercado eram de película, o que tornava a produção de um filme cara e trabalhosa.

Para isso, era necessário comprar a película, captar as imagens, revelar o filme em um laboratório especializado e só depois conseguir montar o filme. Não era um processo prático e rápido, muito pelo contrário. Com a introdução das câmeras de vídeo, as imagens gravadas podiam ser editadas ou exibidas na mesma hora.

De lá para cá, muita coisa mudou e o advento do digital democratizou o acesso às mídias de gravação e reprodução, tornando todo o processo mais acessível e mais barato, também. Dessa forma, artistas começaram a se utilizar dessa tecnologia para criar diversas possibilidades interessantes. Veja alguns exemplos a seguir.

Artistas e obras essenciais do movimento

Agora que você sabe o que é videoarte, é hora de conhecer alguns dos artistas mais reconhecidos e das obras mais renomadas neste segmento.

Beatles Electroniques (1969) – Nam June Paik

Em Beatles Electroniques, Nam June Paik, artista sul-coreano, se apropriou das imagens de uma apresentação dos Beatles na TV e as distorceu usando um sintetizador. O som do vídeo é uma composição experimental, alterando uma música dos Beatles em um looping constante.

Assim, a apresentação passa a se tornar uma experiência completamente abstrata e até mesmo confusa, em alguns pontos.  A imagem ganha várias camadas em uma espécie de montagem que acumula diversos ruídos diferentes, podendo ser interpretado como uma crítica à relação entre público e TV.

Three Transitions (1973) – Peter Campus

Já em Three Transitions, do artista Peter Campus, existe uma elaboração de três possibilidades diferentes utilizando o formato de vídeo.

No primeiro, ele grava as próprias costas rasgando um papel e projeta a imagem de uma outra câmera, que grava o outro lado do cenário, criando a impressão de que ele está rasgando o próprio corpo. No segundo, ele passa uma tinta azul em sua face e usa o efeito do chroma key no próprio rosto. No terceiro, ele também usa o recurso para projetar sua imagem em uma folha e queimá-la.

Dessa forma, o artista busca criar uma relação artística entre formato e performance, explorando todas as possibilidades da videoarte.

Vertical Roll (1972) – Joan Jonas

Outra obra que mostra muito bem o que é videoarte é Vertical Roll, de Joan Jonas, realizado em 1972. No vídeo, a artista Joan Jonas exibe em uma tela de TV trechos de uma de suas próprias performances gravadas.

O sinal da TV cria um efeito de interferência que repete os planos em um formato e, de algum modo, a artista sincroniza algumas ações da performance com esse efeito visual, desconstruindo a representação de seu próprio corpo. Assim, também é criada uma relação interessante entre formato e performance.

A Portrait In Light And Heat (1979) – Bill Viola

Outro artista essencial neste movimento da arte é o norte-americano Bill Viola. Muitos de seus trabalhos possuem uma abordagem visual e um ritmo contemplativo bem interessante, criando uma relação única entre imagem e espectador.

Em A Portrait in Light and Heat, Viola grava paisagens em um deserto com uma câmera de vídeo em planos muito abertos. Pela forma que os elementos das imagens refletem a luz, as paisagens ficam distorcidas e causam um efeito de miragem.

No fim das contas, seu grande objetivo é testar os limites da imagem e da linguagem de vídeo.

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